sábado, 3 de julho de 2021
Aegirocassis
quinta-feira, 6 de maio de 2021
Ludodactylus
quarta-feira, 17 de março de 2021
Wetlands de Crato - Um paleoambiente revisado
Acesse abaixo a publicação para conferir a metodologia da pesquisa, a descrição detalhada do paleoambiente e a ilustração em alta resolução entre os materiais suplementares:
quarta-feira, 27 de janeiro de 2021
Descobertas renascendo das cinzas - Fósseis de Cervidae do Museu Nacional
Novas descobertas incluem a relevância da morfologia dos dentes para a taxonomia de cervídeos, uma distribuição mais ampla do gênero Morenelaphus, um animal indeterminado que seria o maior Cervidae até agora conhecida da América do Sul, e as implicações da presença de veados gigantes para o clima e o ambiente da região onde viviam durante o Pleistoceno.
A imagem abaixo mostra o Morenelaphus (à esquerda) e o Cervidae indet. (à direita). Muito obrigado aos paleontólogos do LAMAS - UNIRIO por encomendar e supervisionar essa ilustração!
terça-feira, 1 de setembro de 2020
Peso-pena a multi-tonelada - Revisando a massa dos dinossauros
Em sua pesquisa recém-publicada, os paleontólogos Nicolás Campione e David Evans revisaram a acurácia e a precisão nas técnicas utilizadas ao longo dos anos para estimar a massa dos dinossauros.
No geral, há duas abordagens principais empregadas: o uso de modelos tridimensionais do animal para se chegar à densidade volumétrica (no artigo, método abreviado como "VD" para "volumetric-density"), mais utilizada em grupos extintos, como os próprios dinossauros não-avianos, e o cálculo comparativo a partir de medidas dos ossos das espécies extintas com as atuais (método abreviado como "ES" para "extant scaling"), mais comum em animais extintos de grupos viventes, como aves e mamíferos.
Apesar de diferentes, o artigo mostra que ambos os métodos apontam, na maioria das vezes, para resultados consistentes - VD oferecendo mais precisão, e ES acurácia. Em uma entrevista à Phys.org, o Dr. Campione ressalta que "as abordagens são mais complementares do que antagônicas".
O estudo é importante pois a massa do animal influencia diretamente seu estilo de vida, sua dieta, sua locomoção, seu metabolismo, seu crescimento e ainda mais aspectos. Quanto melhor entendermos e pudermos estimar a massa, melhor conheceremos essas criaturas.
O artigo também lista dinossauros não-avianos, separados em tabelas de 10 maiores e 10 menores quadrúpedes e bípedes, e calcula sua massa. A imagem abaixo seleciona alguns desses dinossauros e os reconstrói em vida, ilustrando a variedade de formas e tamanhos do grupo ao longo do Mesozoico.
Meus agradecimentos ao convite do Dr. Campione para realizar essa reconstrução para a cobertura do artigo na imprensa!
quarta-feira, 6 de maio de 2020
Proganochelys
O animal definitivamente foi bem protegido. Além do casco, possuía também uma verdadeira armadura de osteodermos no pescoço, cauda (incluindo em sua ponta uma clava) e membros. Osteodermos do pescoço e da cauda em especial projetam múltiplos espinhos (sempre 3 espinhos para cada osteodermo da cauda, formando uma sequência de tríades; a clava é, provavelmente, resultado da fusão de 3 tríades). É interessante apontar também que, apesar de possuir um bico, Proganochelys ainda apresentava dentes no palato, característica primitiva vista nos ancestrais das tartarugas modernas e seus parentes.
P. quenstedti é conhecida de espécimes bem completos, o que permite conhecê-la bem. Sua osteologia foi detalhadamente descrita por Eugene F. Gaffney e, sobre seu estilo de vida, trabalhos interessantíssimos foram publicados. Scheyer & Sander investigaram a histologia de tartarugas modernas e parentes extintos, e a comparação apontou hábitos terrestres para Proganochelys (ao contrário das noções anteriores de vida aquática/semi-aquática); sobre a marcante capacidade de quelônios guardarem o pescoço e cabeça na carapaça, Ingmar Werneburg e colegas apontaram que Proganochelys conseguiria retrair o pescoço lateralmente e posicionar a cabeça sob a borda do casco, ainda que o movimento fosse simples se comparado à curva em "S" que tartarugas modernas realizam com o pescoço (tanto as Pleurodira quanto as Cryptodira).
Porcelana fria, escala 1:4.
































































