segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Liopleurodon

O pliossauro Liopleurodon ferox, que nadou nos mares europeus durante o Jurássico Médio e Tardio.

É impossível mencionar este animal sem lembrar de sua participação no documentário de 1999 "Walking With Dinosaurs", que o mostrou como um titã de 25 m. O grande tamanho era baseado em estimativas e suposições sobre fósseis fragmentários que indicariam animais de até 20 m, além da premissa de que os maiores entre todos os plesiossauros nem mesmo tivessem sido preservados/encontrados. Hoje reconhece-se que tais estimativas são exageradas, e os fragmentos sequer podem ser atribuídos ao Liopleurodon. Dessa forma, a espécie é hoje mais precisamente estimada com um crânio de ~1,5 m e cerca de 6 m de comprimento total, com os maiores espécimes talvez chegando a 8 m.

Porcelana fria, escala 1:35.














sábado, 2 de agosto de 2025

Feras Emergentes - Formação Bridger

Um vale em Wyoming, EUA, durante o Eoceno. Após o evento de extinção no fim do Cretáceo e a dizimação dos dinossauros não-avianos, os mamíferos experimentaram sua grande ascenção, ocupando numerosos nichos com formas e tamanhos mais variados do que nunca. Surgiram feras bizarras, grupos que não deixaram descendentes atuais e criaturas que ofereciam um vislumbre do que seriam suas linhagens tão prósperas e, para nós, marcantes hoje em dia.

Em uma floresta rodeada de montanhas e vulcões, um lago reúne animais sedentos, famintos ou apenas em busca de um leve frescor. A figura central trata-se de um visitante, um grande Tetheopsis sp. com um crânio de ~90 cm e cerca de 4 m de comprimento. O animal é conhecido da Formação Washakie, localizada mais ao sul e de idade equivalente (porém mais extensa) à da Fm. Bridger, e a ilustração parte da premissa de que essa espécie possa ter passado pela Formação "vizinha". Seus parentes definitivamente encontrados na região também são vistos na área, com um casal de Uintatherium anceps bebendo no lago. Esses animais eram ligeiramente menores que o Tetheopsis (crânios com aprox. 70 cm e também beirando os 4 m), e exibiam um dimorfismo sexual bem evidente, especialmente nos chifres. 

Essas feras são dinoceratos, grupo com parentesco difícil de decifrar, mas atualmente compreendidos como parte da Laurasiatheria, que inclui os mamíferos ungulados, morcegos, pangolins e a ordem Carnivora. Dinoceratos teriam sido especialmente próximos dos extintos xenungulados, mas há contestação quanto a isso.

Com mais de 2,5 m do focinho à ponta da cauda, um Patriofelis ferox sai da água com uma tartaruga Chisternon undatum abatida, saciando assim tanto a sede quanto a fome. Acreditava-se que esse era um caçador semiaquático devido às suas patas espalmadas, mas tal ideia é hoje descartada - o que, claro, não o impediria de aproveitar oportunidades de caçar algo na água, como na imagem. 

Ainda no lago, capturando moluscos, há um par de pequenas Aletornis gracilis, um gênero bastante variado com fósseis (sempre bem fragmentários) indicando espécies que iam desde o tamanho de narcejas, como as retratadas, até quase tão grandes quanto um flamingo. Tais espécies já sofreram contestação, e o gênero talvez englobe aves de diferentes grupos. Mais ao fundo, na margem, o lagarto Saniwa ensidens de "quatro-olhos" (contando com o par de olhos comuns, o olho pineal e o olho parapineal) bebe e se aquece ao sol.

Partindo para o primeiro plano da cena, vemos movimentação no solo e na copa das árvores. No canto superior esquerdo, um Vulpavus ovatus descansa sobre o galho de uma árvore Lauraceae, sem notar que é observado pelo hienodonte Sinopa major logo abaixo. No canto direito, duas Notharctus tenebrosus fêmeas, primatas com cerca de 40 cm (sem contar a longa cauda), se alimentam das folhas de uma árvore Sapindaceae. Em galhos próximos, um casal de Zygodactylus sp. tenta impedir formigas gigantes Titanomyrma sp. (operárias com ~3 cm) de avançar em direção ao seu ninho com filhotes. Pelo solo, uma Boavus occidentalis, serpente com ~2 m, rasteja entre as folhas secas, enquanto uma Chimaeroblattina sp., inseto que mimetiza vespas, voa pelo canto inferior esquerdo.

Ao fundo, pelo lado esquerdo e adentrando a floresta, aparece um caçador que rivaliza em tamanho com o Patriofelis: medindo quase 2 m (fora a cauda), um Mesonyx obtusidens, predador ungulado basal com aspecto superficial de canídeo, segue um bando de Orohippus pumilus, pequenos equídeos com pouco mais que meio metro de comprimento. 

Finalizando os animais ilustrados, outro "visitante": a grande (~2 m de altura) ave Gastornis sp., que forrageia entre as plantas no centro da imagem, atrás do lago. O animal não é conhecido diretamente da Fm. Bridger, mas sua passagem pela região é especulada com base nos seus registros em outra Formação próxima, a Fm. Green River - assim como os Zygodactylus, as Titanomyrma e a Chimaeroblattina. 

A flora inclui sequoias distantes, palmeiras (Sabalites) próximas da margem e samambaias espalhadas pelo solo, parte das raras plantas fósseis conhecidas da Fm. Bridger. Green River também inspira a flora dessa época e região retratada na cena, expandindo a variedade de plantas com uma floresta mais rica em angiospermas formada por árvores como carvalho, canela e bordo, além das outras sapindácea e laurácea já citadas no primeiro plano, e algumas cucurbitáceas presentes no solo. 

Entre as rochas na margem do lago, a erosão revela um tesouro que conta um pouco da história que antecedeu essa paisagem, mostrando parte do crânio de um Torosaurus. 

Nova arte para o projeto Tales from the Phanerozoic, de João Macêdo. Confira aqui o capítulo sobre o Eoceno, com a história por trás da cena e informações detalhadas sobre o ambiente e as criaturas.


quarta-feira, 25 de junho de 2025

Atopodentatus

Atopodentatus unicus, um sauropterígeo basal do Triássico Médio da China. Dotado de um bizarro focinho em forma de martelo, este animal se alimentava de algas e é o mais antigo herbívoro marinho conhecido. Na larga frente da boca, numerosos dentes em forma de cinzel serviam para arrancar plantas do fundo, enquanto dentes posteriors em forma de agulha formavam um "pente" que filtrava a água e mantinha o alimento dentro da boca.

Porcelana fria, escala 1:8.









terça-feira, 3 de junho de 2025

Cretáceo Gélido - Formação Prince Creek

Cretáceo Superior onde hoje está o Alasca, na maior paleolatitude (82-85 ºN) já habitada por dinossauros. Em um cenário constantemente enevoado, frio e de uma noite prolongada por meses, a aurora boreal ilumina a vida pré-histórica desse ambiente que enfrenta sua estação mais desafiadora do ano.

Neste ambiente, a temperatura média anual era de 6-7 ºC, mas durante os meses mais extremos do longo inverno, a média caía para 2 ºC (podendo ficar abaixo de 0 ºC, marcando possivelmente até -10 ºC durante períodos curtos) e podia contar, inclusive, com neve - que, no ponto ilustrado, ainda é razoavelmente leve e não cobre totalmente o solo. Samambaias e cavalinhas, que outrora cobriam a paisagem, estão agora dormentes em seus rizomas subterrâneos, limitando o alimento disponível dos animais herbívoros (ao menos dos que não possam cavar para encontrá-las). Ainda resistem arbustos como a angiosperma Hollickia quercifolia, e coníferas decíduas cujas folhas já caíram quase por completo. As coníferas locais se tratam de árvores relativamente pequenas, de troncos com aproximadamente 20 cm de diâmetro e, segundo estudos mais recentes, de espécies diversas - ao contrário de noções anteriores que consideravam Parataxodium como a conífera dominante da região.

À frente da cena, um clássico conflito entre tiranossaurídeos e ceratopsídeos: Uma Nanuqsaurus hoglundi adulta de aprox. 8 m e seus dois filhos jovens investem contra um bando de Pachyrhinosaurus perotorum. A grande predadora consegue abocanhar um dos filhotes dos herbívoros, e os tiranossauros mais jovens atrapalham os enfurecidos Pachyrhinosaurus e os impedem de salvar a cria a tempo. Os terópodes logo se retiram, mas o pequeno prêmio desta caçada será todo da mãe faminta.

A movimentação dos gigantes assusta o pequeno mamífero Unnuakomys hutchisoni, que deixa seu esconderijo e tenta fugir para longe da confusão. Rapidamente, um Saurornitholestes langstoni impulsionado pela fome enfrenta o risco e se aproxima dos grandes dinossauros irritados para capturar o Unnuakomys que se expôs, e logo em seguida foge para longe com sua presa nas mandíbulas. Outro pequeno mamífero, um Sikuomys mikros, se manteve imóvel e a salvo na base da árvore próxima. 

No lado oposto há outro mamífero, um casal de Cimolodon sp., que também se mantém cauteloso sobre o galho de uma árvore. O perigo em potencial não vem dos tiranossauros, mas de outro terópode que descansa logo abaixo do galho, o Troodon sp. do Alasca (animal que demonstra um tamanho considerável para seu grupo, com possíveis 3,5 m de comprimento).

Mais dinossauros marcam presença no local: um pequeno bando de Alaskacephale gangloffi corre pelo centro da cena, com alguns indivíduos observando o conflito à frente; um pouco à direita, uma thescelossaurídeo fêmea realiza a limpeza de sua toca, enquanto observa uma misteriosa figura maior entre as árvores ao lado; ao fundo e adentrando a floresta, vários ornithomimídeos buscam por alimento vasculhando pelas últimas folhas de conífera em seu alcance, e um deles chega a usar seus braços para inclinar uma árvore jovem; no canto esquerdo, uma manada de hadrossauros uma vez nomeados Ugrunaaluk mas, posteriormente, reclassificados dentro do gênero Edmontosaurus, segue em busca de comida. Comparando fósseis de idade similar, os Edmontosaurus cf. regalis do Alasca aparentemente eram um pouco menores do que seus parentes, medindo cerca de 8 m (E. annectens e E. regalis de outras localidades chegavam facilmente a 10 m, beirando os 13 m nos maiores espécimes).

A cena inclui algumas presenças especulativas, baseadas em registros de Formações próximas que possam justificar tais animais na Fm. Prince Creek: um terizinossaurídeo aparece entre as coníferas no canto direito da cena, chamando a atenção da thescelossaurídeo, e um grande pterossauro azhdarquídeo é visto caminhando ao fundo, não muito longe dos Edmontosaurus.

Nova arte para o projeto Tales from the Phanerozoic, de João Macêdo. Confira aqui o capítulo sobre o Cretáceo Superior, com a história por trás da cena e informações detalhadas sobre o ambiente e as criaturas.


terça-feira, 8 de outubro de 2024

Jeholopterus

Jeholopterus ningchengensis, pterossauro anurognatídeo que viveu na China durante o Jurássico Médio. 
Porcelana fria, escala 1:2.








domingo, 8 de setembro de 2024

Mar Agitado - Formação Toolebuc

Austrália durante o Cretáceo Inferior, registros da Formação Toolebuc. Acima e abaixo do mar, a vida segue agitada.

Na cena, o predador insuperável do ambiente, uma Kronosaurus queenlandicus de 10 m, persegue plesiossauros de pescoço longo, Eromangasaurus australis, de 7 m. A sombra colossal sob a água chama a atenção de um Thapunngaka shawi, pterossauro que sobrevoa a área. A Kronosaurus apreciará os nutrientes mais do que nunca em sua vida, pois está gerando seu primeiro filhote.

Um pouco distante dos plesiossauros, mais animais buscam por alimento. Um grupo de Platypterygius australis, ictiossauros de 6 m, lança um ataque bem organizado contra um cardume de Pachyrhizodus grawi, espécie com aproximadamente 45 cm. Baseada numa pesquisa sobre outro icitiossauro, o Stenopterygius, uma curiosidade retratada e especulada para o Platypterygius é a capacidade do animal de ajustar sua coloração para mais clara ou mais escura, devido aos seus pigmentos ramificados. Dessa forma, os Platypterygius próximos da superfície estão mais escuros e protegidos da radiação solar do que um indivíduo que, por estar localizado numa maior profundidade, está mais claro. 

Enquanto os répteis marinhos encurralam as presas, a ação mais direta e bruta de outro peixe predador chega de surpresa: um Australopachycormus hurleyi, predador de 3 m e dotado de um focinho pontiagudo, se lança em alta velocidade contra o cardume, abrindo um buraco nele conforme os Pachyrhizodus desviam. A agitação da caçada chama a atenção de mais predadores, fazendo com que outros Australopachycormus e alguns Cooyoo australis, com 2,5-3 m, nadem em direção ao cardume para tentar capturar alguma presa. No céu, os pterossauros Mythunga camara também aproveitam a oportunidade e tentam abocanhar os Pachyrhizodus próximos da superfície. De ponta a ponta das asas, esse pterossauro media quase 5 m.

Fora dessas caçadas, a tartagura protostegídea Notochelone costata, de cerca de 1,5 m, nada perto da superfície. No canto inferior esquerdo está o peixe Richmondichthys sweeti, filtrador que passava de 1,6 m. Dois tipos de amonitas estão presentes, alguns Myloceras sp. um pouco distantes à esquerda (acima do Richmondichthys) e um grupo de Beudanticeras flindersi à frente, no canto direito (embora uma revisão recente indique que os espécimes da Formação Toolebuc não pertençam a esse gênero). O que parecem ser pontos espalhados pelo fundo visto de longe se tratam, na verdade, de conchas gigantes do bivalve Inoceramus sutherlandi, de 1 m.

Na costa, alguns animais terrestres passam pelo local: um bando de Muttaburrasaurus langdoni, ornitópodes com cerca de 8 m, e um par de Kunbarrasaurus ieversi, pequenos anquilossauros com 2,5 m. Há ainda uma revoada das aves enantiornitina Nanantius eos.

Nova arte para o projeto Tales from the Phanerozoic, de João Macêdo. Confira aqui o capítulo sobre o Cretáceo Inferior, com a história por trás da cena e informações detalhadas sobre o ambiente e as criaturas.




sexta-feira, 8 de março de 2024

Jurássico, Era de Ouro - Formação Tendaguru

Enquanto o sol se põe e seus raios dourados desaparecem aos poucos, a vida segue ativa na Formação Tendaguru. Aqui, durante o Jurássico Superior onde é hoje a Tanzânia, houve uma savana tropical em uma região costeira marcada por estações chuvosas. Na cena, inclusive, as nuvens e os relâmpagos anunciam a chegada de mais uma temporada de fortes chuvas. 

A área próxima da costa era pobre em vegetação, mas as terras mais altas, como as ilustradas, abrigavam uma flora repleta de coníferas. Há registro de Cupressaceae, Taxaceae, Podocarpaceae possivelmente arbustivas, de grandes e comuns Araucariaceae e, por fim, do que seriam as árvores mais numerosas do ambiente, as Cheirolepidiaceae. Outras plantas conhecidas e aqui retratadas incluem ginkgófitas, cicas e, formando a vegetação mais baixa, raras samambaias.

Tal variedade de coníferas permitiu que grandes saurópodes prosperassem, se alimentando dessa vegetação alta. Na imagem vemos, logo no primeiro plano, um Giraffatitan brancai se alimentando em uma Cheirolepidiaceae. Sem perceber, o gigante importuna um enxame de Mecoptera (cujas espécies viventes são popularmente conhecidas como "moscas-escorpião"), importantes polinizadores das gimnospermas durante o Mesozóico. O alvoroço dos insetos chama a atenção de um Brancatherulum tendagurense, pequeno mamífero que está entre os galhos mais baixos da árvore, e buscará apanhar alguns desses invertebrados.

Giraffatitan foi bastante comum na região (de fato, é o saurópode com o mais abundante registro fóssil na Formação), e mais indivíduos são vistos caminhando à distância. Sua altura indisputável, com aproximadamente 13 m, permitia que esse herbívoro Macronaria alcançasse árvores sem competir com outras espécies. Outros saurópodes avistados no local são formas contrastantes a ele: Diplodocóideos, mais baixos e compridos (em especial pela longa cauda com aspecto de chicote). Há um grupo de Dicraeosaurus hansemanni, com seu porte modesto entre os saurópodes (~15 m), se alimentando de arbustos e árvores menores; mais afastado é visto um trio de Tornieria africana, espécie de grandes proporções (em torno de 25 m de comprimento).

Vale notar que os saurópodes são retratados com uma cobertura córnea no focinho, similar a um bico. A possibilidade já foi trazida à tona algumas vezes por diferentes autores, sendo o exemplo mais recente Garderes et al. (2023) para o Bajadasaurus.

Outros herbívoros também consomem a vegetação média e baixa, buscando as coníferas arbustivas, cicas e samambaias. À beira de um lago, pequenos ornitópodes de 2,5 m, Dysalotosaurus lettowvorbecki, forrageiam entre as samambaias enquanto seguem de perto um Giraffatitan. A "escolta" do gigante fornece não só proteção, pois desencoraja a aproximação de predadores, mas também oferece comida adicional por meio de folhas que o pescoçudo derrube das árvores ou, ainda, por suas fezes que possam interessar ocasionalmente aos Dysalotosaurus que busquem por nutrientes extras.

Do outro lado da cena, atentos a algo em comum, estão alguns Kentrosaurus aethiopicus, estegossauros de 4,5 m com placas e espinhos notáveis ao longo de seu dorso, e uma Elaphrosaurus bambergi, de 6 m, que caminha solitária. Essa foi uma espécie de terópode que, contanto que fosse como seu parente próximo, Limusaurus, se tratava de uma herbívora/onívora desdentada (perdendo os dentes ao longo do crescimento, ficando apenas com um bico na vida adulta). O que deixa esses dinossauros em alerta é um Veterupristisaurus milneri, predador de ao menos 8 m, que descansa sob uma árvore não muito longe.

O carcarodontossaurídeo não é o único terópode predador à vista. No lago, um Ostafrikasaurus crassiserratus acaba de capturar um peixe. A real identidade desse carnívoro é misteriosa, pois se trata de um dinossauro nomeado apenas com base em dentes. A ilustração usa da classificação proposta originalmente, um espinossaurídeo basal, mas desde então já foi proposta uma origem alternativa para os tais dentes, a Ceratosauridae. O peixe se trata de um Lepidotes tendaguruensis, pequena espécie (com 25 cm) dentro desse gênero amplamente distribuído.

A presença do pescador intimida alguns pterossauros (anteriormente descritos como 'Rhamphorhynchus tendagurensis', hoje um nome duvidoso) que também buscam por peixes. Eles continuam sobrevoando o lago, mas esperarão o dinossauro ir embora antes de descer até a água nessas proximidades. Outros pterossauros menores, Tendaguripterus recki com a envergadura das asas estimada em ~1 m, voam em grupo a uma altitude maior - experimentando, junto dos Giraffatitan, os últimos raios do sol naquele dia.

Nova arte para o projeto Tales from the Phanerozoic, de João Macêdo. Confira aqui o capítulo sobre o Jurássico, com a história por trás da cena e informações detalhadas sobre o ambiente e as criaturas.