quinta-feira, 21 de junho de 2018

Icadyptes

O pinguim gigante (estimado em 1,5m de altura) conhecido de fósseis mais completos, e também o primeiro a ter o crânio encontrado. O crânio de Icadytes salasi, com cerca de 31,8cm, possuía um bico um tanto diferente daqueles vistos em pinguins atuais: era longo e fino, como o de uma garça, e dotado de uma textura vascular não vista em outros pinguins, indicando um revestimento córneo (ranfoteca) diferenciado, talvez parecido com o das aves Sulidae (atobás e gansos-patola), que têm o bico com textura similar.  

Icadyptes foi descrito junto de Perudyptes, e ambos ajudaram a preencher lacunas no nosso entendimento sobre a história evolutiva dos pinguins.

Porcelana fria, escala 1:8.









quinta-feira, 14 de junho de 2018

Mesosaurus - MuHNA

Mesosaurus tenuidens, Parareptilia aquático do Permiano. Modelo em porcelana fria, escala 1:3.

"MuHNA" é a sigla do "Museu de História Natural do Araguaia", inaugurado nesse mês. O modelo foi produzido para o seu acervo!





quinta-feira, 24 de maio de 2018

Laganosuchus

Este crocodiliforme tem um nome bastante inusitado: Laganosuchus, "crocodilo panqueca", em referência ao crânio achatado. Na verdade apenas sua mandíbula é conhecida, e é de fato baixa/achatada, e espera-se que assim fosse seu crânio, em semelhança ao aparentado Stomatosuchus.

Duas espécies do gênero são conhecidas: L. thaumastos, do Níger, conhecido por uma mandíbula quase completa, e L. maghrebensis, do Marrocos, conhecido por um fragmento do dentário.

Porcelana fria, escala 1:12.







quarta-feira, 16 de maio de 2018

Sordes

Estruturas similares a pelos são apontadas à Pterosauria desde 1831 (em Scaphognathus), porém muita controvérsia rondava a real natureza do suposto integumento. Foi apenas em 1971 que a descrição de um novo pterossauro mostrava claramente à paleontologia que estes répteis alados tinham o corpo coberto por um tipo de "pelagem"; tal pterossauro recebeu o nome Sordes pilosus, onde o epíteto específico foi inspirado pela característica marcante do fóssil, que possuía impressões de filamentos por quase todo o corpo (pilosus = "peludo").

Sabemos hoje que estes filamentos eram de natureza única e exclusiva dos pterossauros. Em 2009, na análise dos tecidos moles preservados no anurognatídeo Jeholopterus, estes filamentos passaram a ser chamados "picnofibras".

Pintura digital.



domingo, 15 de abril de 2018

Anatosuchus

Um crocodiliforme com o focinho similar a um bico de pato. A combinação peculiar inspirou seu nome, Anatosuchus, que significa "crocodilo pato".

Anatosuchus minor foi descrito em 2003 a partir de um espécime jovem, sendo posteriormente, em 2009, publicada a descrição de um indivíduo adulto junto de outros crocodiliformes do Cretáceo do Saara.

Modelo em porcelana fria, escala 1:3.











quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Pterossauro de Padrillo

Um grande úmero é o único material pelo qual este pterossauro é conhecido. O pouco material fez com que ele não recebesse um nome científico, sendo chamado por hora apenas como "pterossauro de Padrillo".

Apenas um osso também torna difícil classificá-lo com exatidão, e o nível mais preciso diagnosticado foi o grupo Azhdarchoidea. O fóssil tem características de ambas as famílias Azhdarchidae e Tapejaridae, e os pesquisadores o atribuíram de forma "provisória" à primeira, tendo o tamanho como indicativo (visto que grandes dimensões são relativamente comuns nesta família).

Apesar de tão fragmentário, o pterossauro de Padrillo é interessante e único devido seu tamanho: estimado em 9,1 m de envergadura, este pode ter sido o maior pterossauro da América do Sul.

Saiba mais sobre este animal em Pteros, a enciclopédia virtual dos pterossauros.

Pintura digital (Wacom Intuos + Photoshop).



sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Zelo Tirano

2017 foi um ano excelente para a pesquisa de tiranossaurídeos. Uma nova espécie, Daspletosaurus horneri, foi descrita e, contando com ótima preservação, teve a distribuição de diferentes tipos de pele cobrindo o crânio (entre escamas, couraça e revestimento córneo) detalhadamente inferida. Além disso, constatou-se também a presença de sensores no focinho, semelhantes aos dos crocodilianos.

Sobre os sensores, é difícil atribuir para terópodes terrestres a mesma função que vemos nos crocodilos - detectar presas na água. O estudo sugeriu então o uso em outros comportamentos, como, por exemplo, o cortejo por meio do contato entre os focinhos ou para uma precisa e cuidadosa averiguação do ninho e dos ovos. Na ilustração, um adulto checa a temperatura do ninho utilizando o focinho, pondo em uso os seus sensores.

Pintura digital.



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Plataleorhynchus

Um pterossauro com focinho similar ao de um colhereiro, cujo nome significa... "focinho de colhereiro" (Platalea, nome científico do colhereiro, + rhynchos, focinho). Parte do focinho é, justamente, o único material fóssil conhecido de Plataleorhynchus streptophorodon, mas foi o suficiente para possibilitar sua classificação na família Ctenochasmatidae.

Saiba mais sobre este animal em Pteros, a enciclopédia virtual dos pterossauros.

Pintura digital (Wacom Intuos + Photoshop).



domingo, 24 de dezembro de 2017

Paleo Brasil - Prionosuchus & Tiarajudens

2 novos modelos da série "Paleo Brasil".


Prionosuchus plummeri, escala 1:12

Tiarajudens eccentricus, escala 1:6

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Spinosaurus e Polycotylidae

Diorama retratando o grande terópode Spinosaurus aegyptiacus e sua presa, um plesiossauro da família Polycotylidae. O plesiossauro aparece ferido, uma vez que já havia sido apanhado pelo terópode, mas agora solto por um instante na água, provavelmente por ter se debatido na boca do dinossauro. Agora, ele tenta escapar e intimidar o caçador, exibindo sua boca aberta.

Na Formação Bahariya, lar do S. aegyptiacus, foram também achados restos de uma grande fauna aquática e semi-aquática, incluindo peixes, tartarugas, crocodiliformes e plesiossauros. Dados os hábitos aquáticos e dimensões do terópode, não é difícil imaginá-lo ocasionalmente capturando este tipo de presa.

Spinosaurus é um dinossauro que, ao longo do tempo, passou por várias reinterpretações quanto a sua aparência, graças a novos materiais sendo descobertos aos poucos. Em 2014 foi apresentado uma reconstrução que, devido a um espécime jovem, FSAC-KK 11888 (ossos em vermelho deste modelo), mostrava pernas curtas e locomoção quadrúpede. Foram levantadas questões se este espécime realmente representava um único animal ou uma "quimera", mas análises apresentadas no encontro da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados (SVP, em inglês) deste ano mostraram que FSAC-KK 11888 é realmente um único animal, sendo suas pernas de fato curtas (resumo na página 109). Há ainda ressalvas quanto a locomoção quadrúpede, aparentemente imprópria para a anatomia dos braços e cintura escapular de terópodes; se os ossos dos membros dianteiros do Spinosaurus forem semelhantes aos de seus parentes próximos, o quadrupedalismo seria problemático. O modelo do diorama é retratado então como bípede.

Esculturas em porcelana fria, escala 1:30.