quarta-feira, 27 de junho de 2018

Formação Crato

Cenário ilustrando a Formação Crato, localizada na Bacia do Araripe durante o Cretáceo Inferior. A Formação é abundante em organismos de excelente preservação, sejam vertebrados, invertebrados ou plantas.

Em primeiro plano, na área bosqueada, 2 Tupandactylus imperator se alimentam das sementes de Welwitschiostrobus murili. Acredita-se que tapejarídeos tenham se alimentado de sementes e frutas, e é inclusive proposta uma correlação entre o desenvolvimento das plantas angiospermas (plantas com flores e frutos) com pterossauros frugívoros, que agiriam como dispersores de sementes. Welwitschiostrobus não é uma angiosperma, mas suas sementes e cones podem ter atraído pterossauros frugívoros da mesma forma. Plantas Welwitschiaceae são ricamente conhecidas do Cretáceo brasileiro, com espécimes de diferentes estágios de crescimento. Hoje, a única representante vivente do grupo é Welwitschia mirabilis, encontrada apenas na Angola.

Ao fundo, vários Lacusovagus magnificens sobrevoam o local. Estes são um dos maiores pterossauros conhecidos da Formação, com estimativas de 4 m de envergadura das asas e 1 m de altura nos ombros. Também ao fundo, mais distante, estão os característicos estuários do ecossistema.

Saiba mais sobre a Formação Crato pela página em Pteros, a enciclopédia virtual dos pterossauros.




Atualização 21/07/2018: Obra vencedora do 1º lugar da categoria Profissionais no concurso de paleoarte realizado no XI Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados!

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Icadyptes

O pinguim gigante (estimado em 1,5m de altura) conhecido de fósseis mais completos, e também o primeiro a ter o crânio encontrado. O crânio de Icadytes salasi, com cerca de 31,8cm, possuía um bico um tanto diferente daqueles vistos em pinguins atuais: era longo e fino, como o de uma garça, e dotado de uma textura vascular não vista em outros pinguins, indicando um revestimento córneo (ranfoteca) diferenciado, talvez parecido com o das aves Sulidae (atobás e gansos-patola), que têm o bico com textura similar.  

Icadyptes foi descrito junto de Perudyptes, e ambos ajudaram a preencher lacunas no nosso entendimento sobre a história evolutiva dos pinguins.

Porcelana fria, escala 1:8.









quinta-feira, 14 de junho de 2018

Mesosaurus - MuHNA

Mesosaurus tenuidens, Parareptilia aquático do Permiano. Modelo em porcelana fria, escala 1:3.

"MuHNA" é a sigla do "Museu de História Natural do Araguaia", inaugurado nesse mês. O modelo foi produzido para o seu acervo!





quinta-feira, 24 de maio de 2018

Laganosuchus

Este crocodiliforme tem um nome bastante inusitado: Laganosuchus, "crocodilo panqueca", em referência ao crânio achatado. Na verdade apenas sua mandíbula é conhecida, e é de fato baixa/achatada, e espera-se que assim fosse seu crânio, em semelhança ao aparentado Stomatosuchus.

Duas espécies do gênero são conhecidas: L. thaumastos, do Níger, conhecido por uma mandíbula quase completa, e L. maghrebensis, do Marrocos, conhecido por um fragmento do dentário.

Porcelana fria, escala 1:12.







quarta-feira, 16 de maio de 2018

Sordes

Estruturas similares a pelos são apontadas à Pterosauria desde 1831 (em Scaphognathus), porém muita controvérsia rondava a real natureza do suposto integumento. Foi apenas em 1971 que a descrição de um novo pterossauro mostrava claramente à paleontologia que estes répteis alados tinham o corpo coberto por um tipo de "pelagem"; tal pterossauro recebeu o nome Sordes pilosus, onde o epíteto específico foi inspirado pela característica marcante do fóssil, que possuía impressões de filamentos por quase todo o corpo (pilosus = "peludo").

Sabemos hoje que estes filamentos eram de natureza única e exclusiva dos pterossauros. Em 2009, na análise dos tecidos moles preservados no anurognatídeo Jeholopterus, estes filamentos passaram a ser chamados "picnofibras".

Pintura digital.



domingo, 15 de abril de 2018

Anatosuchus

Um crocodiliforme com o focinho similar a um bico de pato. A combinação peculiar inspirou seu nome, Anatosuchus, que significa "crocodilo pato".

Anatosuchus minor foi descrito em 2003 a partir de um espécime jovem, sendo posteriormente, em 2009, publicada a descrição de um indivíduo adulto junto de outros crocodiliformes do Cretáceo do Saara.

Modelo em porcelana fria, escala 1:3.











quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Thanatosdrakon - O "Pterossauro de Padrillo"

Um grande úmero é o único material pelo qual este pterossauro é conhecido. O pouco material fez com que ele não recebesse um nome científico, sendo chamado por hora apenas como "pterossauro de Padrillo".

Apenas um osso também torna difícil classificá-lo com exatidão, e o nível mais preciso diagnosticado foi o grupo Azhdarchoidea. O fóssil tem características de ambas as famílias Azhdarchidae e Tapejaridae, e os pesquisadores o atribuíram de forma "provisória" à primeira, tendo o tamanho como indicativo (visto que grandes dimensões são relativamente comuns nesta família).

Apesar de tão fragmentário, o pterossauro de Padrillo é interessante e único devido seu tamanho: estimado em 9,1 m de envergadura, este pode ter sido o maior pterossauro da América do Sul.

Saiba mais sobre este animal em Pteros, a enciclopédia virtual dos pterossauros.

Pintura digital (Wacom Intuos + Photoshop).




Atulização 12/04/22: O "pterossauro de Padrillo" tem agora mais fósseis conhecidos, e recebeu um nome: Thanatosdrakon amaru! Confira aqui o artigo com as novidades.



sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Zelo Tirano - Daspletosaurus

2017 foi um ano excelente para a pesquisa de tiranossaurídeos. Uma nova espécie, Daspletosaurus horneri, foi descrita e, contando com ótima preservação, teve a distribuição de diferentes tipos de pele cobrindo o crânio (entre escamas, couraça e revestimento córneo) detalhadamente inferida. Além disso, constatou-se também a presença de sensores no focinho, semelhantes aos dos crocodilianos.

Sobre os sensores, é difícil atribuir para terópodes terrestres a mesma função que vemos nos crocodilos - detectar presas na água. O estudo sugeriu então o uso em outros comportamentos, como, por exemplo, o cortejo por meio do contato entre os focinhos ou para uma precisa e cuidadosa averiguação do ninho e dos ovos. Na ilustração, um adulto checa a temperatura do ninho utilizando o focinho, pondo em uso os seus sensores.

Pintura digital.



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Plataleorhynchus

Um pterossauro com focinho similar ao de um colhereiro, cujo nome significa... "focinho de colhereiro" (Platalea, nome científico do colhereiro, + rhynchos, focinho). Parte do focinho é, justamente, o único material fóssil conhecido de Plataleorhynchus streptophorodon, mas foi o suficiente para possibilitar sua classificação na família Ctenochasmatidae.

Saiba mais sobre este animal em Pteros, a enciclopédia virtual dos pterossauros.

Pintura digital (Wacom Intuos + Photoshop).



domingo, 24 de dezembro de 2017

Paleo Brasil - Prionosuchus & Tiarajudens

2 novos modelos da série "Paleo Brasil".


Prionosuchus plummeri, escala 1:12

Tiarajudens eccentricus, escala 1:6